sábado, 9 de maio de 2026
Sobrecarga Artificial.
Sabendo que a inteligência artificial digitaliza e converte os meus textos manuscritos para formatos publicáveis abriu-me novas portas.
Posso ressuscitar o blog Zona Exacta.
Só que... estamos na era da Inteligência Artificial. Acabo a debater comigo, o que vale a pena publicar e o que pode ser transformado em lucro financeiro. É que estou parado à quase dois anos, só a ter despesas e isto torna-se incomportável.
Tal como as minhas dores.
Ao tentar digitalizar textos com grok, às vezes choco com um aviso de que está sobrecarregado e tenho de esperar OU pagar para ter acesso a uma versão que me dê prioridade.
Há outras inteligências artificiais, só que isto de dar prioridade a quem paga, o que até se percebe, alguem tem de pagar as contas da inteligência Artificial, fez-me ver algo.
Nessa sobrecarga, há certamente muito mau uso, e quem sou eu para dizer que o meu uso é melhor do que o de outros?
Eu faço a maioria dos meus desenhos à mão. (Podem consultar o meu Deviant Art)
Alguns, eu gostaria que a AI, os pintasse e fizesse o trabalho que consome tempo e tedioso, como pintar.
Será esse o melhor uso para a AI?
O uso de AI tem de ser optimizado. Temos de coexistir com ela e não ser substituídos por ela.
Banir o uso de AI não é solução. Substituir pessoas também não.
Há ainda algo que não vi. O verdadeiro custo da AI. Não falo de economia, falo de impacto ambiental, consumo energético, e custos humanos.
Eu ia falar de outra coisa, só que as sobrecargas do Grok sugeriram-me que pensasse melhor na forma de usar inteligência Artificial.
Estou num novo mundo, e eu quero poder escrever e ser lido sem estar a fazer concorrência à AI.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Rumo à dimensão infinita (I)
O produto cartesiano desses conjuntos, define-se assim
\[ A_1 \times \cdots \times A_n = \left\{ {\left( {a_1 , \cdots ,a_n } \right);a_k \in A_k ,k = 1, \cdots ,n} \right\} \] E se os $A_k$ forem todos um mesmo conjunto $A$, até se simplifica a notação para $A^n$
Isto é: \[ A^n = A \times \cdots \times A = \left\{ {\left( {a_1 , \cdots ,a_n } \right);a_k \in A,k = 1, \cdots ,n} \right\} \] Por exemplo, \[ \C^3 = \left\{ {\left( {z_1 ,z_2 ,z_3 } \right);z_k \in \C,k = 1,2,3} \right\} \] e $(i,1+i,1-i)\in \C^3$
Como o leitor deverá saber, cada entrada daquela lista ordenada entre parêntesis chama-se normalmente de coordenada.
E se tivermos infintas coordenadas? Como poderemos definir $A^\infty$ ? O problema não é assim tão trivial. Pode apetecer dizer que $A^\infty$ "é" o conjunto das sucessões de termos em $A$, ou seja, $$A^\infty=A^{\N_1}$$ Só que graças a Cantor, sabemos que "há infinitos maiores do que outros", e assim sendo, esta definição não é satisfatória.
O facto de existir $A^{\N_1}$, mostra que a ideia de "dimensão infinita" não é disparate, nem inútil.
Então, temos vários "conjuntos de dimensão infinita", que são classificados e estudados... e úteis no mundo real, não são meras abstracções matemáticas para entreter algumas mentes.
Por hoje paro aqui. Deixei "dimensão infinita" entre aspas porque de facto, não defini rigorosamente o conceito. Dei uma ideia intuitiva. O leitor mais curioso poderá investigar o assunto, questionar uma AI... ou simplesmente esperar pelo meu próximo texto.
Neste momento são 3 da manhã, e vou fazer outra coisa...
(continua num próximo post)



